Inspirado pelo Ano da Misericórdia, Papa institui Dia Mundial dos Pobres

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O Papa decidiu instituir um “Dia Mundial dos Pobres” na Igreja Católica, que vai ser celebrado no penúltimo domingo do ano litúrgico, revelou o pontífice numa nova carta apostólica.

A celebração é inspirada no Ano Santo da Misericórdia (dezembro 2015-novembro 2016), que se concluiu neste domingo (20) e, particularmente, no ‘Jubileu das Pessoas Excluídas Socialmente’, que se celebrou no Vaticano a 13 de novembro, dia em que se fecharam as Portas Santas em todas as catedrais e santuários do mundo.

“Intuí que, como mais um sinal concreto deste Ano Santo extraordinário, se deve celebrar em toda a Igreja, na ocorrência do XXXIII Domingo do Tempo Comum, o Dia Mundial dos Pobres”, escreve Francisco, na carta apostólica ‘Misericórdia e mísera’, com a qual marca o final do Jubileu.

Em 2017, o Dia Mundial dos Pobres dia será celebrado em 19 de novembro.

O Papa explica que vê nesta nova celebração uma forma de bem preparar a celebração de Cristo Rei que encerra o Ano litúrgico, para isso propõe e reflexão sobre o compromisso de ajudar os pobres.

“Não podemos esquecer-nos dos pobres: trata-se dum convite hoje mais atual do que nunca, que se impõe pela sua evidência evangélica”, sustenta.

Francisco elenca vários campos que exigem respostas concretas, como as migrações, as doenças, as prisões, o analfabetismo ou a ignorância religiosa.

“As obras de misericórdia, tocam toda a vida duma pessoa. Por isso, temos possibilidade de criar uma verdadeira revolução cultural prepapa_jubileu_anosantocisamente a partir da simplicidade de gestos que podem alcançar o corpo e o espírito, isto é, a vida das pessoas”, precisa.

A carta apostólica conclui-se com a convicção de que se vive “o tempo da misericórdia” para todos os que sofrem, das mais diversas formas.

“Existem muitos sinais concretos de bondade e ternura para com os mais humildes e indefesos, os que vivem mais sozinhos e abandonados. Há verdadeiros protagonistas da caridade, que não deixam faltar a solidariedade aos mais pobres e infelizes”, refere o Papa.

 

 

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